domingo, 20 de março de 2016

Quantas cores podemos ter?

Porque o diferente incomoda tanto? 

Parece que fomos fabricados em série, todos iguais, com os mesmos pensamentos, ideologias e crenças. Ouse sair um centímetro do que as pessoas julgam a normalidade e enfrente o caos, a adversidade, o preconceito velado, as piadinhas de gosto duvidoso. 

Sou obrigada a ouvir que homofobia não existe, que é invenção 'gayzista' que homossexuais morrem apenasem brigas de transito, de bar, brigas de casal, ou envolvimento com drogas.
Os assassinatos dos adolescentes, João Antônio Donati, do estudante de quatorze anos [RM], sem esquecer o garotinho de oito anos que foi espancado até a morte pelo pai por gostar de lavar louça, não se encaixam nesse perfil.
A invisibilidade das mortes é algo chocante, ou permanecem invisíveis ou são desqualificados, são taxados de promíscuos ou baderneiros. 

Prefiro conviver com homofóbicos assumidos a pessoas politicamente hipócritas, aquelas que dizem:
'Ser gay tudo bem, mas não precisa ser afeminado'   'Não tenho nada contra'  mas....

Esse mas quer dizer tanta coisa.

Algumas vezes acho que a sexualidade hétero é algo de extrema fragilidade, já que se sente ameaçada por um beijo gay em horário nobre. Matar, roubar, mentir, extorquir, chantagear, sequestrar, estuprar, tudo bem, mas dois homens se beijando em uma novela, nem pensar, é uma afronta a família tradicional brasileira.

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